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Museu do Ipiranga faz exposição no Metrô Alto do Ipiranga

O Museu do Ipiranga É Para Todo Mundo! é o nome da exposição que foi inaugurada no dia 3 passado na estação Alto do Ipiranga do Metrô de São Paulo (linha 2, Verde). Através de painéis com imagens, frases e perguntas, a mostra busca informar o público que o Museu do Ipiranga – ligado à USP – está próximo daquela estação e pode ser visitado com facilidade. Os painéis contam a história do edifício-monumento que abriga o museu, a história da instituição, a relação do museu com o bairro do Ipiranga e ainda o trabalho dos pesquisadores que atuam ali. “Quando temos a oportunidade de ocupar outros espaços que não o nosso grande e centenário edifício, ficamos muito contentes”, disse a professora Solange Ferraz de Lima, docente e curadora do Museu do Ipiranga, em entrevista no boletim Dica Cultural, da Rádio USP (ouça no link abaixo a íntegra do boletim). De longa duração, a exposição ficará em cartaz na estação por cinco anos, até 2031. “A exposição também funciona como porta de entrada para quem ainda não visitou o Museu do Ipiranga”, destacou a assessoria de imprensa do museu, em texto sobre a mostra. “Ao longo dos painéis, o público encontra referências às exposições de longa duração e aos temas abordados, como história do trabalho, formação do território e cultura material. Um dos eixos apresenta a criação do edifício que abriga o museu, projetado pelo engenheiro arquiteto Tommaso Gaudenzio Bezzi no final do século 19, inicialmente concebido como um monumento à Independência do Brasil. O espaço, que nunca foi residência, tornou-se, ao longo do tempo, o museu mais conhecido da cidade e desempenhou papel central na formação do bairro do Ipiranga.” Outro destaque da mostra – ainda de acordo com o texto da assessoria de imprensa – é a explicação do chamado ciclo curatorial, um conjunto de práticas que estruturam o trabalho museológico, envolvendo as etapas de coletar, catalogar, conservar e comunicar. “Ao revelar os bastidores da produção do conhecimento dentro de um museu de história, a exposição aproxima o público dos processos que sustentam as exposições e as atividades educativas.” A instalação também convida os visitantes a conhecer as exposições de longa duração do Museu do Ipiranga, organizadas em dois eixos principais: Para Entender o Museu e Para Entender a Sociedade, que abordam desde a formação das coleções até temas como trabalho, gênero e disputas territoriais na história do Brasil. A exposição de longa duração O Museu do Ipiranga É Para Todo Mundo! está em cartaz na estação Alto do Ipiranga (linha 2, Verde) do Metrô de São Paulo. 

USP é a melhor universidade da América Latina e está entre as 120 melhores do mundo

A USP ocupa a 119ª posição entre 21.291 universidades avaliadas na edição 2026 do ranking Global 2000, divulgado pelo Centro Mundial de Rankings Universitários (CWUR, na sigla em inglês), organização de consultoria voltada a governos e universidades que publica seu ranking global desde 2012. O resultado coloca a USP no grupo dos 0,6% melhores de todas as instituições de ensino superior do mundo mapeadas pelo levantamento e em primeiro lugar tanto no Brasil como na América Latina e no Caribe. A classificação aponta para o desempenho da Universidade em quatro grandes áreas. Na pesquisa, dimensão que concentra metade do peso total da avaliação, a USP se sai especialmente bem: ocupa a 82ª posição mundial no indicador de citações de artigos científicos, o 203º lugar no quesito corpo docente, que considera o número de professores com distinções acadêmicas de alto nível, e a 390ª colocação em empregabilidade, que mede o sucesso profissional dos egressos. Na área de educação, que avalia o desempenho acadêmico dos ex-alunos em relação ao tamanho da instituição, a USP aparece na 549ª posição. A pontuação geral foi de 81,2. Entre as instituições brasileiras, a USP é seguida pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), na 346ª posição; pela Universidade de Campinas (Unicamp), na 379ª; pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, na 476ª posição; pela Universidade Estadual Paulista (Unesp), na 479ª; e pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), na 508ª colocação.  “A pontuação geral da USP manteve-se estável em comparação aos anos anteriores, mas a metodologia deste ranking privilegia indicadores que desfavorecem instituições que não estão no chamado norte global, o que pode ter interferido no posicionamento da Universidade, com queda de uma posição. Um exemplo é o apontamento do número de docentes e egressos laureados em uma lista bastante restrita de prêmios e distinções acadêmicas consideradas de prestígio, como Nobel e Fields. Mesmo assim, a USP continua figurando entre as principais universidades do mundo, dentre as mais de 21.000 instituições que participaram desta edição do CWUR. Permanecemos entre as top 0,6% melhores universidades classificadas em geral e no top 100 em pesquisa”, avalia a coordenadora do Escritório de Gestão de Indicadores de Desempenho Acadêmico (Egida), Renata Eloah de Lucena Ferretti-Rebustini. O CWUR se distingue de outros rankings por não utilizar questionários respondidos pelas próprias universidades nem pesquisas de percepção, fontes que poderiam sofrer restrições por abrirem espaço para distorções e estratégias de autopromoção institucional. A metodologia baseia-se exclusivamente em indicadores objetivos e verificáveis, construídos a partir de 81 milhões de pontos de dados, o que confere ao levantamento reputação de independência e consistência. Os critérios estão distribuídos em sete indicadores agrupados em quatro eixos: educação e empregabilidade dos egressos (25% cada), qualificação do corpo docente (10%) e pesquisa, sendo esta última subdividida em volume de publicações, qualidade das revistas onde os artigos são publicados, influência e número de citações (10% cada).

Lula defende Pix e diz que sistema brasileiro assusta norte-americanos

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta terça-feira (2), que o Pix brasileiro é mais vantajoso que os sistemas de empresas estadunidenses que prestam serviços de pagamento eletrônico. Em evento em Catalão (GO), Lula destacou as vantagens da tecnologia nacional e disse que o Brasil não aceita ser tratado como “uma republiqueta de banana”. O Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) atacou o sistema de pagamento instantâneo criado pelo Banco Central argumentando que o Pix prejudica “injustamente” empresas como a MasterCard, Visa e o Whatsapp Pay. O Pix, com sua infraestrutura pública e gratuita, tem movimentado mais recursos que as bandeiras de cartões de crédito tradicionais. “O Pix assusta eles”, disse Lula, contando que sugeriu ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que adote o mesmo sistema no país norte-americano “A preocupação dos americanos é que o Pix pode abalar muito as empresas do cartão de crédito deles que estão aqui no Brasil. Acham que o Pix vai acabar com isso; e o Pix vai acabar mesmo, porque o Pix é de graça e é público e ninguém paga nada. É só clicar no Pix e tá resolvido o nosso problema”, afirmou. O relatório do USTR, publicado na noite desta segunda-feira (1º), é resultado de uma investigação iniciada há um ano no governo de Donald Trump contra supostas “práticas desleais” do Brasil no comércio com os EUA. O relatório sugere, entre outras ações, a taxação de 25% sobre parte dos produtos brasileiros. Agora, o governo brasileiro e empresas prejudicadas poderão se manifestar sobre o relatório final da USTR até o dia 15 de julho, quando os EUA poderão passar a adotar “medidas corretivas” contra o Brasil. Acordo comercial Para Lula, a atitude dos estadunidenses é intempestiva já que havia uma negociação em curso entre os dois países. Ele lembrou que, em maio, acordou com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, um prazo de 30 dias para que se chegasse a um acordo sobre a questão comercial. Os dois se reuniram na Casa Branca e, na ocasião, o presidente brasileiro entregou documentos que comprovam a relação comercial favorável dos EUA com o Brasil. Segundo ele, nos últimos 15 anos, o superávit comercial dos Estados Unidos foi de US$ 415 bilhões. Lula ainda cobrou um telefonema de Trump para explicar as razões para a recomendação da USTR. “Você me deve uma reunião e eu devo uma para você, porque nós demos 30 dias para os nossos ministros negociarem. Então, eu estou esperando um telefonema seu para me explicar o que aconteceu na sua ausência e na minha ausência, porque esse acordo não pode ter a sua anuência”, disse o brasileiro.

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